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A Rede Nacional de Paleontologia é um projeto vinculado à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado de Minas Gerais (SECTES-MG) que tem como objetivo promover a integração e a sistematização de diversas ações voltadas à consolidação de uma política pública para o setor da Paleontologia em âmbito nacional. Envolve o desenvolvimento de projetos, a curto e médio prazo, que resultem da articulação das atividades científicas com as políticas de Cultura, Turismo e Minas e Energia, abrangendo, portanto, a atuação conjunta desses Ministérios. A Rede resulta, portanto, da parceria entre o Governo Federal, através do Ministério da Ciência e Tecnologia, e o Governo do Estado de Minas Gerais, através da SECTES-MG.
Através da implantação de um sistema de videoconferências via Internet, forma-se uma rede de comunicação rápida e eficiente entre as diversas instituições de pesquisa em Paleontologia de diferentes pontos do país. A integração entre os diversos pesquisadores da área possibilita a concentração de esforços para seu desenvolvimento.
A criação da Rede Nacional de Paleontologia visa à execução de projetos de pesquisa compartilhados nesta área do conhecimento, otimizando a utilização dos recursos materiais disponíveis, evitando-se a duplicidade de equipamentos de alto custo e a superposição de projetos de pesquisa que competem por recursos escassos.
A Rede tem como proposta criar um plano diretor para a área e estabelecer o planejamento estratégico para seu desenvolvimento. As ações previstas incluem estudos, pesquisas, definição de legislação para proteger e preservar o patrimônio paleontológico (especialmente do tráfico de fósseis), capacitação de recursos humanos, parcerias internacionais, promoção turística com a definição de roteiros nacionais e internacionais, escavações e exploração científica.
O projeto ainda inclui a instalação de uma sede no Complexo Cultural e Científico de Peirópolis, em Uberaba, Minas Gerais, a partir da qual será possível monitorar, de maneira sistematizada, os projetos importantes que estão em andamento nos vários pontos do país.
Desse modo, a Rede tem papel decisivo para o estabelecimento de uma cultura nacional de preservação e exploração dos sítios paleontológicos existentes no Brasil. Com seu funcionamento, espera-se o incremento da interação e cooperação entre os diversos pesquisadores da área, a disseminação de conhecimentos, bem como a redução da dependência tecnológica e científica. Trata-se, assim, de uma iniciativa de alta relevância técnica e social.
Até o momento, a Rede é composta por onze pontos:
1- Museu dos Dinossauros de Peirópolis, Uberaba, MG;
2- Museu de Ciências da Terra, DNPM, Rio de Janeiro, RJ;
3- Museu Geológico da Bahia, Secretaria de Minas e Energia, Salvador, BA;
4- Fundação Museu do Homem Americano, São Raimundo Nonato, PI;
5- Museu de Pré-história de Itapipoca, Secretaria de Cultura, Turismo e Desporto, Itapipoca, CE;
6- Museu Câmara Cascudo, UFRN, Natal, RN;
7- Departamento de Geologia Geral, Instituto de Ciências Exatas e da Terra, Universidade Federal do Mato Grosso, Cuiabá, MT;
8- Laboratório de Pesquisas Paleontológicas, UFAC, Rio Branco, AC;
9- Laboratório de Paleomastozoologia, Departamento de Zoologia, ICB, UFMG, Belo Horizonte, MG;
10- Núcleo de Evolução e Paleobiologia de Vertebrados, Departamento de Geologia Aplicada, Instituto de Geociências e Ciências Exatas, UNESP, Rio Claro, SP;
11- Departamento de Química e Biologia, Unidade de Estudos Básicos, Cidade Universitária Paulo VI, UEMA, São Luiz, MA.
Outros quatro pontos nos estados da Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo, deverão ser incorporados em breve.
A Rede Nacional de Paleontologia é aberta a qualquer pesquisador que manifeste o desejo de integrá-la.
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